curadoria e produção, gerenciamento e desenvolvimento de projetos: do esboço da ideia à prática de programações e eventos no âmbito virtual e presencial
Coluna em formato de texto, com artigos mensais no blog do projeto Hora do Sabbat.
DESCRIÇÃO DA COLUNA
Possui perfil nas redes sociais, um histórico de conteúdos postados na internet, um punhado de pessoas que a seguem e uma constância nas suas atividades públicas. E mesmo assim, permanece anônima: aos olhos de transeuntes nas ruas, da aleatoriedade do algoritmo ou mesmo do mercado que questiona o valor de sua existência. E assim, ser e estar e fazer acaba, naturalmente, subvertendo o anonimato: a invisibilidade transformada na liberdade de criar pelo desejo (e não apenas pela utilidade); mais que um gênero - personalidades que passam a ser reconhecíveis em suas particularidades. E nesse território do anonimato, será servido um cardápio de exposições assertivas: dicas para ler, ouvir, colar e conhecer o fazem e pensam mulheres conectadas a cena da discotecagem.
SOBRE A HORA DO SABBAT
Ativado em março de 2018 com sinais originados na Rádio Silva, webradio universitária-educativa, sediada em Santos (SP), que atua como laboratório de experimentos de comunicação, logo no seu primeiro ano de atividade o se expandiu para transmissões em outras plataformas de rádio online, extrapolando fronteiras regionais e chegando ao norte do Paraná, na Alma Londrina, e no Rio Grande do Sul, na cidade de Santa Maria, através de rádio bloco.
Além do programa de rádio, o blog funciona como uma revista digital, com colunas diversas e temáticas que reforçam o caráter feminista do protagonismo das mulheres sobre o desenvolvendo e as temáticas.
Fundado em Junho/2017 por Grazi Flores, o Lacuna Tropical nasceu embasado na proposta de ser um laboratório de experiências onde as conexões entre as possibilidades entre equipamentos e gêneros musicais que desenvolvem-se à medida em que profissionais produzem seus conteúdos artísticos e transformam quem se dispõe a ser um ponto receptor dessas ondas transmitidas pelo Lacuna. É um espaço de imersão e sintonia musical que permite uma relação mais intensa com a música numa tomada de consciência do processo sinestésico que reside no consumo deste bem cultural imaterial proporcionado por protagonistas responsáveis pela criação e alimentação desta pulsação em expansão que é a cena.
Dada a dimensão de projetos e atuações do Lacuna Tropical desde seu surgimento, de forma orgânica firmou-se como um portal de contato entre as pessoas que participam da cena de forma direta ou indireta: com o acesso democrático à informação, DJs e artistas da cena têm - no Lacuna Tropical - um espaço garantido para compartilharem seus conhecimentos, experiência e sons em primeira pessoa. Além disso, o Lacuna Tropical também sempre incentivou, em seus projetos, e proporcionou que liberdade criativa e a consequente metamorfose (inerente a evolução individual e coletiva ) fosse ouvida por meio de programas de rádio, entrevistas, eventos e toda a multiplicidade de formas comunicativas atreladas a integração de novas tecnologias do saber e da computação.
Sua história é marcada pelas linhas da ousadia e da busca de conhecimento de sua fundadora e de todas as pessoas que já participaram dos projetos: do podcast ao festival, dos bate-papos aos sets é possível tocar-se pela sensibilidade pessoal que cada profissional impõe às suas produções musicais; é possível sentir o que não é tangível pelas emoções que impulsionam nosso corpo ao movimento e pelos sentimentos que marcam nossa memória. Essa mesma substância intangível nos conecta, independente da língua materna ou de posições geográficas, e proporciona uma expansão cultural, trazendo a teoria da união para a prática nos sistemas de som.
Fortalecer, nutrir e apoiar são os conceitos que guiam a lógica produtiva dos projetos desenvolvidos pelo Lacuna Tropical, porque a democratização do entendimento a cerca da discotecagem é o intercâmbio cultural necessário para a valorização daquilo que é imprescindível à condição humana: a arte, a música e a cultura.
Desde que passou a integrar a equipe da rádio, para além de atuar como colaboradora, Grazi já atuou em algumas frentes: desde a transmissão de eventos virtuais, gerenciamento das redes sociais, curadoria de projetos e planejamento das ações e projetos da rádio em solo brasileiro.
Como parte ativa da equipe, garante que a rádio siga transmitindo e se renovando para atender às lombrigas sonoras de seus ouvintes, que atualmente centralizam-se nas programações direto do studio e takeovers.
Sua participação de maior impacto, até momento, foi no projeto de comemoração de 2 anos da rádio (composta por um festival virtual e uma seleção de mixtapes inéditas), o festival Hard Dreams (que ocorreu com transmissão simultânea em diversas rádios ao redor do mundo) e a atual programação de takeover da ‘Vai Na Fé!’ na Patuá Discos.
A rádio encerrou suas atividades, no Brasil, em 2025.
música eletrônica (house, breakbeat, techno), soul/funk, disco, música brasileira, trip hop ... a lista é extensa, do acervo de discos aos arquivos digitais, entre pistas presenciais e virtuais
Sessão em Casa é um coletivo de DJs reconhecido por sua abordagem única e inovadora na discotecagem de múltiplos gêneros musicais, fundado em agosto/2020, tem evoluído constantemente: durante a pandemia, por meio de transmissões ao vivo no Twitch; após a pandemia, com uma programação semanal e presencial em Santos/SP.
O coletivo já contou com a participação de Dani Castor (na discotecagem e curadoria musical) e Gustavo Vassão (design). Comandado por Beto Machado e Grazi Flores, o coletivo já desenvolveu diversos projetos:
- de agosto/2020 a outubro/2021: programação virtual no formato de raid train via Twitch, com DJs nacionais e internacionais participando da programação;
- dezembro/2020: um festival virtual com 12h de duração;
- de novembro/2021 a fevereiro/2023: programação semanal no bar e restaurante Cola Na Base (Santos/SP) com long sets de DJs residentes e convidades
Sessão em Casa se estabeleceu em torno do conceito do intercâmbio musical proporcionado pela conexão entre músicas e técnicas de mixagem tanto no formato digital quanto analógico (focado nos discos de vinil), proporcionando experiências musicais memoráveis para o público.
Para o segundo semestre de 2023, Beto Machado e Grazi Flores trazem uma nova abordagem no formato de DJ set em um B2B entre ambos, apresentando o acervo musical e a sinergia na mixagem desenvolvida nos toca-discos (com músicas tanto em vinil quanto no formato digital).
Com uma proposta itinerante, a Sessão em Casa explora estilos musicais variados, como MPB, Soul/Funk, Rap e Música Eletrônica: uma fusão de sonoridades cria uma atmosfera envolvente e eclética!
Projeto formado por Grazi Flores e Luy Salvati, traz a proposta de conversa entre acervos, técnicas e habilidades artísticas entre ambos no universo do techno. A fusão sonora versada a partir de elementos hipnóticos e enérgicos resulta num set que pulsa na modulação de texturas com personalidades complementares proporciona uma viagem irresistível e imersiva dentro do techno.
Grazi Flores, através de sua curiosidade inquieta conecta a diversidade musical de seus garimpos e experiências, vem explorando criativamente as possibilidades de expandir fronteiras entre projetos como Lacuna Tropical (portal da discotecagem), dublab Brasil (rádio independente) e Sessão em Casa (coletivo de DJs) num intercâmbios entre gêneros musicais e técnicas de mixagem. Desde 2017, desenvolve-se na cena ativamente, tendo já colaborado, também, com o coletivo Uh! Manas TV e loja de discos Patuá Discos, ampliando conhecimentos em sua carreira.
A sensibilidade sonora de Grazi Flores reflete na pesquisa musical que passa por territórios como a música eletrônica (techno, house, breakbeat), música brasileira, soul/funk e trip hop. Já discotecou em decks que são referência na cena como a Hail The Light, Bar do Netão (com a Contra e Spectral Flux) e Elemental Techno.
Luy Salvati, com 20 anos de carreira, é reconhecido por sua bagagem musical abrange influências que vão do Hip Hop à música jamaicana, passando pela música brasileira e House Music, até as tendências mais recentes da Urban Music. É sócio e instrutor na Technicals DJ Academy - Santos, além de estar à frente da festa Cajuína.
Luy já dividiu o palco com ícones do cenário nacional e internacional em importantes clubes e festas, como D-Edge e Vegas Club, além de já ter discotecado em turnês pelo Chile e Argentina.
Este encontro artístico materializa nos decks a versatilidade musical empregada ao techno, versa entre histórias e experimenta conversas com a pista em versões sempre únicas de sets: a subversão de lógicas narrativas e inversão de linguagens verbais em imateriais conexões que vibram e ecoam o feminino da música no techno.
Vem conferir e mergulhar nos sons que eu discoteco, tanto em vinil quanto em mídias digitais
é anônima, mas é conhecida. é DJ, mas também artista. é o plural de Flores em uma única Grazi